Não sei mais como agir. Não me parece certo deixar pra trás alguém por ter problemas sem ao menos tentar ajudar. Resisti e insisti mas não sei se estou agindo certo comigo mesmo. Ou se estou apenas tentando me preparar melhor para desistir.
Me parece muito correto pegar na mão de quem quer se ajudado. Mas insistir em estar de mãos dadas com alguém que me questiona se eu ainda quero o fazer mesmo se garantia nenhuma de amor correspondido me soa como falta de amor próprio.
Hoje precisei reler, pra me lembrar das coisas que não posso cultivar na minha vida. E tudo me indica que eu devo deixá-lo ir.
Ando me perguntando se não é falta de coragem dele dizer não, assumir que não quer. Nesse cruzamento de medo da vida com a falta de amor, ainda não consegui enxergar direito o que realmente é. As vezes acho que o que falta é coragem nele de dizer não, de abandonar o barco e carregar a culpa de ter abandonado alguém que o amava e o queria bem.
Me preparei pra viver um amor tranquilo, desapegado e em paz e descobri que pra viver dessa maneira, não depende somente de mim, vai muito além.
Eu não sei como sair disso, não sei se vale a pena ficar, não sei das consequências de ir embora, só sei que meu coração dói ao pensar.
Queria que a vida fosse um pouco menos complicada. Queria que a pressão do mundo fosse menos forte em nós, queria poder crescer junto dele, com ele, queria viver em paz, resgatar onde ficou perdido o que motivou que ficássemos juntos, a superar tudo de difícil que apareceu no início, achar o amor que não abalou nesses problemas, o amor que se fortalecia com eles.
Eu queria muita coisa, ao mesmo tempo não querendo nada, somente um nós, depois de tanto tempo, sem botar fé, sem querer de verdade eu quis, eu quero e nunca quis tanto e nunca também amei com tanto amor.
Pobre dele... plantado, regado, crescido e tão cedo podado, sem ter sua chance de exibir suas flores e alimentar com seus doces frutos a vida dos que o regaram, esses agora são os mesmo que o cortam, em mim ainda insiste como uma árvore no inverno... mas ele pode ser frio demais.
Mas possuo um jardim inteiro pra cuidar e eu preciso de sol.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
"Paixão pode nascer e nunca se tornar amor. Amor pode nascer sem ter tido tempo de experimentar a paixão. Mas o que importa mesmo é ter coragem de apostar, recomeçar, arriscar, persistir e, a despeito de todas as provações, resistir e manter-se dedicando. Amor de verdade, com o vai-e-vem da paixão, é refazer as escolhas e relembrar-se do que é bom. É olhar nos olhos do outro e ainda se encontrar aqui e aí"
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Isso tudo talvez possa acabar.. talvez não dure para sempre. Mas descobri novamente nele, que posso aprender, a aprender de novo com pessoas. Aprender o que vale a pena, por pessoas que valem a pena. Sempre foi um processo de evolução, onde cada perspectiva tomou um foco diferente, uma forma nova de ver a mesma coisa, achando uma forma diferente de lidar com ela e perceber a percepção como processo de evolução, onde tudo que você é, é o que você aprendeu a ser com experiências vividas e com as pessoas que passaram pelo seu caminho. Particularmente, esta é uma época especial. É uma pessoa especial que tenho o prazer de desvendar e isso constantemente me proporciona auto-descobrimento também. Ando me descobrindo, o percebendo. Me resolvo e me reencontro no mesmo lugar onde me perdi, mas dessa vez tenho a sensação que esse reencontro comigo mesma, veio em um tempo sincronizado pro meu próprio retorno. Quando descobri que pra ter prazer na companhia dele, preciso primeiro ter prazer em minha própria companhia. Que para gostar dele, preciso gostar de mim e preciso ser diferente, pra haver encaixe, seja nele, ou em outro qualquer.Tenho aprendido, ainda que na teoria ja fosse tudo muito claro, a prática de que sentimentos e experiências são vividos na contemplação de dentro para fora. E que nem sempre precisa estar fora, para ser maravilhoso. As melhores coisas da vida são pessoais demais para serem divididas com sucesso com mais de dois, no máximo dois e quando isso. Desvendar alguém tão complicado quanto você, lhe tira um pouco do sentimento de solidão incompreendida e é possível perceber que todos padecem de fraquezas e tentam esconder. Fraqueza não deixam de ser fraquezas quando expostas, passam a ser fragilidades com poder altamente auto vulnerante e não permito mais dar minha cara a tapa, pra tapas e julgos. Não, eu não perdi a minha espontaneidade, eu apenas a aprimorei com um pouco de cuidado, para a integridade do meu juízo.
Nem sempre é possível separar tudo em seu lugar, as vezes as coisas se misturam e o sofrimento vem. Rompimento, saudade são coisas que nos tiram dos eixos, tiram o sentido pra depois recuperamos. Há mais sentido do que isso?
De fato eu recuperei minha inspiração e não foi do lado de fora. Sigo com a minha desconfiança muito forte, que todo aprendizado realizador e bem fundamentado há de trazer um sofrimento por trás, uma inquietude, algumas boas noites mal dormidas e é sempre tudo muito recompensador. É tudo muito bom, gratificante. Sentir mais uma descoberta, um ponto de vista diferente, de uma situação extremamente igual. Seria muito interessante poder dividir e usufruir do lado bom da descoberta com ele. Sinto minhas mãos entrelaçadas, olhando a diante e em paz.
Mas descobri que continuará sendo tudo muito interessante também com as mãos solitárias. E pela primeira vez na vida, experimento a forma mais linda de sentir o amor, o maior que ja vi, sem estar acorrentada, somente amando...
É muito bom estar em paz.
Faz todo sentido.
Nem sempre é possível separar tudo em seu lugar, as vezes as coisas se misturam e o sofrimento vem. Rompimento, saudade são coisas que nos tiram dos eixos, tiram o sentido pra depois recuperamos. Há mais sentido do que isso?
De fato eu recuperei minha inspiração e não foi do lado de fora. Sigo com a minha desconfiança muito forte, que todo aprendizado realizador e bem fundamentado há de trazer um sofrimento por trás, uma inquietude, algumas boas noites mal dormidas e é sempre tudo muito recompensador. É tudo muito bom, gratificante. Sentir mais uma descoberta, um ponto de vista diferente, de uma situação extremamente igual. Seria muito interessante poder dividir e usufruir do lado bom da descoberta com ele. Sinto minhas mãos entrelaçadas, olhando a diante e em paz.
Mas descobri que continuará sendo tudo muito interessante também com as mãos solitárias. E pela primeira vez na vida, experimento a forma mais linda de sentir o amor, o maior que ja vi, sem estar acorrentada, somente amando...
É muito bom estar em paz.
Faz todo sentido.
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