Então essa sou eu. Chorando, em segredo, o fim dessa amor de mentira que bateu na minha porta e entrou feito ladrão na minha vida pra me atormentar.
Agora acabou. Exorcizei tudo que havia de ti em mim. Nesses dias tenho só me reconstruído, desse furacão que passou soprado pelo teu nome e pela tua presença desastrosa na minha vida.
Tudo que tens de mim hoje, é um rosto virado, uma rua atravessada ao te ver passar.
Um brinde a isso.
Quando não cabe mais... vem pra cá...
terça-feira, 11 de junho de 2013
To me lixando pro que tu vai pensar quando lê o que eu tenho pra te dizer.
To fazendo isso pq n sei guardar nada e nem quero, pq dá câncer.
O que eu quero que tu saiba é que de alguma maneira, eu sempre soube, mas tentava pensar que as coisas que tu justificavas eram confiáveis.
E o que eu descubro é que no que se refere a ti, fui tola em todas as instâncias possíveis , inclusive na de acreditar que toda aquela lorota de ser mal resolvido era verdade.
Pois vim aqui pra lhe dizer que toda admiração que sentia por ti foi inundada pela tua covardia e falta de ombridade, nas diversas vezes que tiveste a oportunidade de dizer a verdade, desde quando a tua brincadeira de namorar acabou.
Estou convencida de que definitivamente não és um cara que honras as calças que vestes.
E muito grata também por finalmente ter me dado conta, da tua total indignidade em ter sido objeto de tanto carinho sinceridade.
Ainda ia te dar uns conselhos aqui sobre as tuas inconstâncias, não por ti, mas pelas pessoas emocionalmente inferiores que tu envolves e machucas, tenho realmente compaixão por elas. Mas é sempre bom um cara como tu pra aprender o tipo de homem de quem devemos passar longe. Então vai na fé, porque tem algumas que demoram mais pra aprender.
Que fique bem claro que não vim aqui pra te desejar mal, só o mais distante possível.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Feliz Natal de 2011
Por alguns anos, eu perdi a inspiração natalina, primeiramente por me deixar levar pelo ritmo do mundo, que costuma secar a fé dos que já não tem muita...e depois por convicções religiosas e quem me conhece sabe do que se trata...
Este ano, por motivos que eu passaria muito tempo aqui enumerando e agradecendo, eu me senti abençoada e agraciada com o retorno da minha fé. Coisas novas conquistadas, conhecimentos novos adquiridos, perdas irreparáveis, como a morte do meu pai e uma amizade que faz muita falta em meu coração, mas também tive nascimentos de grandes amizades, encontros que a vida em sua perfeição faz acontecer e reencontros, cada um deles com o seu valor, ocupando e levando um pedaço meu, exatamente como eu gosto que aconteça, vida sendo vivida com o coração. De tudo que eu vivi, tentei refletir o que Deus queria de mim e aos poucos, senti minha fé se renovar e me fortalecer. E pude entender melhor minhas necessidades espirituais, me tornei mais decidida, mais determinada, mais compreensiva com o tempo e passei a entender com mais calma os desígnios de Deus. Aprendi também à atribuir a Ele, minhas vitórias, minhas conquistas, minha saúde, felicidades, meus amigos, minha família e todos que tenho o prazer de amar, conhecer, conviver e participar seja de que forma for.
Então nesse natal, mais do que uma noite feliz, cheia de guloseimas e presentes eu desejo pra vocês o início de alguma transformação positiva que a fé em nós mesmos e em Deus possa trazer, junto com o sentimento de perdão, de leveza no coração, de renascimento, de um novo começo, onde a gente consegue colocar em práticas todas as coisas boas que nosso coração pede que façamos há muito tempo, sem que a gente continue se enganando e deixando pra depois. Que todos abram seus corações e se deixem envolver pelos sentimentos bons com o próximo, refletindo nossas atitudes, agindo mais com o coração, com mais respeito, consideração e que sejamos renovados e agraciados por Deus, que Ele nos permita permanecer retos e justos, diante das coisas ruins que tanto vem acontecendo, que Ele não permita que nossos corações sejam corrompidos e nos ilumine para que sejamos sempre luz e bondade para os que já tem e para os que precisam, isso é o que eu desejo do fundo do meu coração para o mundo inteiro, mas especialmente para os que estão marcados aqui! Um beijão e um abraço bem apertado e carinhoso! Feliz Natal!
Este ano, por motivos que eu passaria muito tempo aqui enumerando e agradecendo, eu me senti abençoada e agraciada com o retorno da minha fé. Coisas novas conquistadas, conhecimentos novos adquiridos, perdas irreparáveis, como a morte do meu pai e uma amizade que faz muita falta em meu coração, mas também tive nascimentos de grandes amizades, encontros que a vida em sua perfeição faz acontecer e reencontros, cada um deles com o seu valor, ocupando e levando um pedaço meu, exatamente como eu gosto que aconteça, vida sendo vivida com o coração. De tudo que eu vivi, tentei refletir o que Deus queria de mim e aos poucos, senti minha fé se renovar e me fortalecer. E pude entender melhor minhas necessidades espirituais, me tornei mais decidida, mais determinada, mais compreensiva com o tempo e passei a entender com mais calma os desígnios de Deus. Aprendi também à atribuir a Ele, minhas vitórias, minhas conquistas, minha saúde, felicidades, meus amigos, minha família e todos que tenho o prazer de amar, conhecer, conviver e participar seja de que forma for.
Então nesse natal, mais do que uma noite feliz, cheia de guloseimas e presentes eu desejo pra vocês o início de alguma transformação positiva que a fé em nós mesmos e em Deus possa trazer, junto com o sentimento de perdão, de leveza no coração, de renascimento, de um novo começo, onde a gente consegue colocar em práticas todas as coisas boas que nosso coração pede que façamos há muito tempo, sem que a gente continue se enganando e deixando pra depois. Que todos abram seus corações e se deixem envolver pelos sentimentos bons com o próximo, refletindo nossas atitudes, agindo mais com o coração, com mais respeito, consideração e que sejamos renovados e agraciados por Deus, que Ele nos permita permanecer retos e justos, diante das coisas ruins que tanto vem acontecendo, que Ele não permita que nossos corações sejam corrompidos e nos ilumine para que sejamos sempre luz e bondade para os que já tem e para os que precisam, isso é o que eu desejo do fundo do meu coração para o mundo inteiro, mas especialmente para os que estão marcados aqui! Um beijão e um abraço bem apertado e carinhoso! Feliz Natal!
NÃO ABANDONAMOS O QUARTO NO DOMINGO
Acordamos e não nos levantamos.
Desde que nos apaixonamos, a cama é o nosso acampamento.
Despertamos cedo e ficamos conversando, recapitulando a rotina, rindo à toa.
É um domingo inteiro assim, entre travesseiros, almofadas e edredom.
O quarto permanece trancado, as cortinas fechadas, o jornal empilhado na porta.
De vez em quando, um dos dois é sorteado como emissário da geladeira, para buscar frutas ou água. É uma visita rápida pelos demais aposentos, na ponta dos pés para não assustar as pálpebras.
Não é aconselhável demorar pela sala, para a claridade não quebrar o encanto e nos obrigar a sair à rua.
Somos sonâmbulos um do outro. Viciados um no outro. Intoxicados um do outro.
Passamos os dias no colchão travando histórias e revelando segredos.
A cama é o nosso hotel, nossa casa na serra, nossa residência de praia, nosso bunker, nosso pub, nossa água-furtada.
A cama é o que precisamos do mundo, o resto pode levar.
Reduzimos o universo àquele estrado de madeira, e nos divertimos com os problemas antigos, com as dores antigas, com aquilo que nos antecedeu e ainda não era a gente.
Na verdade, sinto que estudo para o vestibular de sua memória. Olho o teto coberto de fórmulas, fotos, cenas, equações e cálculos de sua vida.
Decoro suas sobrancelhas, seus suspiros, sou um mímico atento de seu rosto.
Faço perguntas despropositadas - nunca prevejo o que vai cair na prova do amor.
Interesso-me por qual lugar que sentava no colégio Champagnat. Me diz que era no fundo, com as costas coladas na janela.
E você me interroga a cor da minha térmica no jardim de infância do Santa Inês. Falo rápido que era azul.
Quem teria coragem de fazer essas questões senão quem ama? Mais: quem responderia com naturalidade essas questões senão quem ama?
Não nos assustamos com nenhuma gratuidade. Não estranhamos a curiosidade ou nos envergonhamos da loucura.
Intimidade é não temer o que será feito com nossas palavras.
Deitamos de lado, atravessados, você em meu peito, eu encaixado na moldura de seu pescoço. Giramos para esquerda, tonteamos para direita, argumentamos, confortamos, descrevemos nossos amigos, confessamos nossos pecados, sussurramos bobagens.
Os ouvidos se tornam rápidos como a boca. Falo e ouço na mesma hora.
Nossas mãos se beijam, nossos pés se beijam.
Tudo é intenso entre nós a ponto da lembrança criar a experiência. É como se nossos olhos fossem aquela máquina polaroid cuspindo fotos.Os vizinhos devem suspeitar que já morremos, mas nunca estivemos tão vivos.
(Fabricio Carpinejar)
Desde que nos apaixonamos, a cama é o nosso acampamento.
Despertamos cedo e ficamos conversando, recapitulando a rotina, rindo à toa.
É um domingo inteiro assim, entre travesseiros, almofadas e edredom.
O quarto permanece trancado, as cortinas fechadas, o jornal empilhado na porta.
De vez em quando, um dos dois é sorteado como emissário da geladeira, para buscar frutas ou água. É uma visita rápida pelos demais aposentos, na ponta dos pés para não assustar as pálpebras.
Não é aconselhável demorar pela sala, para a claridade não quebrar o encanto e nos obrigar a sair à rua.
Somos sonâmbulos um do outro. Viciados um no outro. Intoxicados um do outro.
Passamos os dias no colchão travando histórias e revelando segredos.
A cama é o nosso hotel, nossa casa na serra, nossa residência de praia, nosso bunker, nosso pub, nossa água-furtada.
A cama é o que precisamos do mundo, o resto pode levar.
Reduzimos o universo àquele estrado de madeira, e nos divertimos com os problemas antigos, com as dores antigas, com aquilo que nos antecedeu e ainda não era a gente.
Na verdade, sinto que estudo para o vestibular de sua memória. Olho o teto coberto de fórmulas, fotos, cenas, equações e cálculos de sua vida.
Decoro suas sobrancelhas, seus suspiros, sou um mímico atento de seu rosto.
Faço perguntas despropositadas - nunca prevejo o que vai cair na prova do amor.
Interesso-me por qual lugar que sentava no colégio Champagnat. Me diz que era no fundo, com as costas coladas na janela.
E você me interroga a cor da minha térmica no jardim de infância do Santa Inês. Falo rápido que era azul.
Quem teria coragem de fazer essas questões senão quem ama? Mais: quem responderia com naturalidade essas questões senão quem ama?
Não nos assustamos com nenhuma gratuidade. Não estranhamos a curiosidade ou nos envergonhamos da loucura.
Intimidade é não temer o que será feito com nossas palavras.
Deitamos de lado, atravessados, você em meu peito, eu encaixado na moldura de seu pescoço. Giramos para esquerda, tonteamos para direita, argumentamos, confortamos, descrevemos nossos amigos, confessamos nossos pecados, sussurramos bobagens.
Os ouvidos se tornam rápidos como a boca. Falo e ouço na mesma hora.
Nossas mãos se beijam, nossos pés se beijam.
Tudo é intenso entre nós a ponto da lembrança criar a experiência. É como se nossos olhos fossem aquela máquina polaroid cuspindo fotos.Os vizinhos devem suspeitar que já morremos, mas nunca estivemos tão vivos.
(Fabricio Carpinejar)
Com o tempo...
Com o tempo você aprende que tem o direito de se entregar pra tristeza, pra lamentação, pras lágrimas, por no máximo três dias. Porque você também tem o direito de se reerguer. Você tem o direito de sentir que depois de o sol nascer, tudo vai melhorar e você também tem o direito de brincar e fazer piada, rir da sua própria tristeza, arrancar em meio às lágrimas, boas risadas, curando-se, fazendo sorrir e melhorando um pouquinho mais o dia de quem talvez nem esteja tão triste quanto você. Esse é o direito seu, meu, nosso. É uma espécie de autocura, que quando você se ama, tenta buscar, praticar, alcançar e ter sucesso. É direito seu ter um calo, uma cicatriz, que alguns chamam de vazio. Vai te fazer mais forte, mais humano, mais conseqüente, mas só porque é seu dever também lembrar o famoso ditado que diz: O que não te mata te fortalece. Porque o tempo também vai te mostrar que não há tristeza que faça o mundo parar e não há vida pra substituir o que vivemos hoje, com dor, sem dor, é preciso fazer valer à pena. Estamos aqui pra isso e é isso que vamos fazer!
( Segunda, 29 de agosto de 2011)
( Segunda, 29 de agosto de 2011)
alegria, decência e amor
Existe algo que não muda, sua condição de existência é permanente e vitalícia. Se adapta e exporadicamente vem a tona pra lembrar que sempre esteve ali. Nos faz lembrar a que viemos, abstratamente nos faz levantar a cabeça sempre que a abaixamos por desânimo. É a sua fraqueza que lhe faz mais forte, porque constantemente também lhe faz sempre melhor. É um segredo permanente, dito no ouvido a anos, que nunca deixou de ser verdade e que foi edificado pelo tempo... O mesmo tempo que aproximou, afastou e que vira e meche também machuca, saudavelmente com lembranças e suspiros. Nos faz parar no meio do loucura do mundo, onde por várias vezes nos vemos a beira de esquecer quem somos e suspirar. Suspirar por tudo, até pela ausência, porque se hoje é ausente, significa que em alguma época foi presença no meio de tantas possibilidades e mesmo assim aconteceu. E ainda acontece, ainda se escreve, ainda se reza, ainda se torce e observa de longe, com um sorriso de satisfação em cada vitória. Que me falte mas lhe sobre, sempre. Que o tempo leve ou traga, conforme a vontade Daquele que manda, sob a única condição que nesse caminho não o falte alegria, decência e amor.
(11/03/2011)
(11/03/2011)
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Eu ainda não consegui entender de onde e como vem, só sei que quando chega vem me arrebentando o coração... Então eu começo uma briga desleal com o meu coração, que arrasta teu sorriso, teu cheiro, teu abraço e o tato da tua mão na minha, pra me lembrar que essa saudade está o tempo todo aqui, ora controlada, ora aparente, latente e cansada de ficar escondida resolve se mostrar. É quando meu coração não aguenta e transborda todo em lágrimas inúteis, sofridas e como dói...
Como dói não poder gritar e dizer que essa dor ta aqui. Passar dias e dias nessa indiferença escondida, com teu nome contido e ao mesmo tempo, gritando dentro de mim.
Meu amor, o que te faltou? Onde foi que acabou? Pra onde você foi? Onde você deixou a gente?
Eu consegui, segui, a vida tem andado, as coisas tem acontecido, tenho andado um pouco cansada e ocupada demais até pra sofrer. Mas quando me deito, ainda sinto no peito, aquela pergunta latejar. O não dito que ecoa dentro da minha saudade e dentro desse mundo de ausências que eu até hoje não consegui entender como foi que se construiu.
Eu ando esperando a notícia de que você encontrou outra pessoa, ando me preparando pra suportar. E ando me perguntando também, se você não quer voltar... Despretensiosamente, vai que cola e acaba todo esse sofrimento? A gente ja foi longe demais pra isso né?
Eu ando por ai me arriscando, tomando alguma decisões tropeçadas numa tentativa desesperada de te esquecer.
Eu te admirei tanto, desejei tanto você, e amei tanto... E tu foi sempre tanto, que hoje mesmo quando falta, sobra. Sobra vazio, sobra amor, sobra ausência.
Fico vendo por ai pessoas se encontrando e se reencontrando. E quando eu olho pra mim, tudo que eu vejo, é alguém machucada demais pra celebrar o amor. É uma ferida que poderia ter o teu nome cravado, que nunca cicatriza, nunca para de doer e nunca sai de mim e dia sim dia não, se alastra, me arrasa e me mostra que nunca saíste daqui...
Eu escrevo o que eu gostaria de poder te dizer.
Eu ainda amo muito você.
Como dói não poder gritar e dizer que essa dor ta aqui. Passar dias e dias nessa indiferença escondida, com teu nome contido e ao mesmo tempo, gritando dentro de mim.
Meu amor, o que te faltou? Onde foi que acabou? Pra onde você foi? Onde você deixou a gente?
Eu consegui, segui, a vida tem andado, as coisas tem acontecido, tenho andado um pouco cansada e ocupada demais até pra sofrer. Mas quando me deito, ainda sinto no peito, aquela pergunta latejar. O não dito que ecoa dentro da minha saudade e dentro desse mundo de ausências que eu até hoje não consegui entender como foi que se construiu.
Eu ando esperando a notícia de que você encontrou outra pessoa, ando me preparando pra suportar. E ando me perguntando também, se você não quer voltar... Despretensiosamente, vai que cola e acaba todo esse sofrimento? A gente ja foi longe demais pra isso né?
Eu ando por ai me arriscando, tomando alguma decisões tropeçadas numa tentativa desesperada de te esquecer.
Eu te admirei tanto, desejei tanto você, e amei tanto... E tu foi sempre tanto, que hoje mesmo quando falta, sobra. Sobra vazio, sobra amor, sobra ausência.
Fico vendo por ai pessoas se encontrando e se reencontrando. E quando eu olho pra mim, tudo que eu vejo, é alguém machucada demais pra celebrar o amor. É uma ferida que poderia ter o teu nome cravado, que nunca cicatriza, nunca para de doer e nunca sai de mim e dia sim dia não, se alastra, me arrasa e me mostra que nunca saíste daqui...
Eu escrevo o que eu gostaria de poder te dizer.
Eu ainda amo muito você.
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