Então essa sou eu. Chorando, em segredo, o fim dessa amor de mentira que bateu na minha porta e entrou feito ladrão na minha vida pra me atormentar.
Agora acabou. Exorcizei tudo que havia de ti em mim. Nesses dias tenho só me reconstruído, desse furacão que passou soprado pelo teu nome e pela tua presença desastrosa na minha vida.
Tudo que tens de mim hoje, é um rosto virado, uma rua atravessada ao te ver passar.
Um brinde a isso.
terça-feira, 11 de junho de 2013
To me lixando pro que tu vai pensar quando lê o que eu tenho pra te dizer.
To fazendo isso pq n sei guardar nada e nem quero, pq dá câncer.
O que eu quero que tu saiba é que de alguma maneira, eu sempre soube, mas tentava pensar que as coisas que tu justificavas eram confiáveis.
E o que eu descubro é que no que se refere a ti, fui tola em todas as instâncias possíveis , inclusive na de acreditar que toda aquela lorota de ser mal resolvido era verdade.
Pois vim aqui pra lhe dizer que toda admiração que sentia por ti foi inundada pela tua covardia e falta de ombridade, nas diversas vezes que tiveste a oportunidade de dizer a verdade, desde quando a tua brincadeira de namorar acabou.
Estou convencida de que definitivamente não és um cara que honras as calças que vestes.
E muito grata também por finalmente ter me dado conta, da tua total indignidade em ter sido objeto de tanto carinho sinceridade.
Ainda ia te dar uns conselhos aqui sobre as tuas inconstâncias, não por ti, mas pelas pessoas emocionalmente inferiores que tu envolves e machucas, tenho realmente compaixão por elas. Mas é sempre bom um cara como tu pra aprender o tipo de homem de quem devemos passar longe. Então vai na fé, porque tem algumas que demoram mais pra aprender.
Que fique bem claro que não vim aqui pra te desejar mal, só o mais distante possível.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Feliz Natal de 2011
Por alguns anos, eu perdi a inspiração natalina, primeiramente por me deixar levar pelo ritmo do mundo, que costuma secar a fé dos que já não tem muita...e depois por convicções religiosas e quem me conhece sabe do que se trata...
Este ano, por motivos que eu passaria muito tempo aqui enumerando e agradecendo, eu me senti abençoada e agraciada com o retorno da minha fé. Coisas novas conquistadas, conhecimentos novos adquiridos, perdas irreparáveis, como a morte do meu pai e uma amizade que faz muita falta em meu coração, mas também tive nascimentos de grandes amizades, encontros que a vida em sua perfeição faz acontecer e reencontros, cada um deles com o seu valor, ocupando e levando um pedaço meu, exatamente como eu gosto que aconteça, vida sendo vivida com o coração. De tudo que eu vivi, tentei refletir o que Deus queria de mim e aos poucos, senti minha fé se renovar e me fortalecer. E pude entender melhor minhas necessidades espirituais, me tornei mais decidida, mais determinada, mais compreensiva com o tempo e passei a entender com mais calma os desígnios de Deus. Aprendi também à atribuir a Ele, minhas vitórias, minhas conquistas, minha saúde, felicidades, meus amigos, minha família e todos que tenho o prazer de amar, conhecer, conviver e participar seja de que forma for.
Então nesse natal, mais do que uma noite feliz, cheia de guloseimas e presentes eu desejo pra vocês o início de alguma transformação positiva que a fé em nós mesmos e em Deus possa trazer, junto com o sentimento de perdão, de leveza no coração, de renascimento, de um novo começo, onde a gente consegue colocar em práticas todas as coisas boas que nosso coração pede que façamos há muito tempo, sem que a gente continue se enganando e deixando pra depois. Que todos abram seus corações e se deixem envolver pelos sentimentos bons com o próximo, refletindo nossas atitudes, agindo mais com o coração, com mais respeito, consideração e que sejamos renovados e agraciados por Deus, que Ele nos permita permanecer retos e justos, diante das coisas ruins que tanto vem acontecendo, que Ele não permita que nossos corações sejam corrompidos e nos ilumine para que sejamos sempre luz e bondade para os que já tem e para os que precisam, isso é o que eu desejo do fundo do meu coração para o mundo inteiro, mas especialmente para os que estão marcados aqui! Um beijão e um abraço bem apertado e carinhoso! Feliz Natal!
Este ano, por motivos que eu passaria muito tempo aqui enumerando e agradecendo, eu me senti abençoada e agraciada com o retorno da minha fé. Coisas novas conquistadas, conhecimentos novos adquiridos, perdas irreparáveis, como a morte do meu pai e uma amizade que faz muita falta em meu coração, mas também tive nascimentos de grandes amizades, encontros que a vida em sua perfeição faz acontecer e reencontros, cada um deles com o seu valor, ocupando e levando um pedaço meu, exatamente como eu gosto que aconteça, vida sendo vivida com o coração. De tudo que eu vivi, tentei refletir o que Deus queria de mim e aos poucos, senti minha fé se renovar e me fortalecer. E pude entender melhor minhas necessidades espirituais, me tornei mais decidida, mais determinada, mais compreensiva com o tempo e passei a entender com mais calma os desígnios de Deus. Aprendi também à atribuir a Ele, minhas vitórias, minhas conquistas, minha saúde, felicidades, meus amigos, minha família e todos que tenho o prazer de amar, conhecer, conviver e participar seja de que forma for.
Então nesse natal, mais do que uma noite feliz, cheia de guloseimas e presentes eu desejo pra vocês o início de alguma transformação positiva que a fé em nós mesmos e em Deus possa trazer, junto com o sentimento de perdão, de leveza no coração, de renascimento, de um novo começo, onde a gente consegue colocar em práticas todas as coisas boas que nosso coração pede que façamos há muito tempo, sem que a gente continue se enganando e deixando pra depois. Que todos abram seus corações e se deixem envolver pelos sentimentos bons com o próximo, refletindo nossas atitudes, agindo mais com o coração, com mais respeito, consideração e que sejamos renovados e agraciados por Deus, que Ele nos permita permanecer retos e justos, diante das coisas ruins que tanto vem acontecendo, que Ele não permita que nossos corações sejam corrompidos e nos ilumine para que sejamos sempre luz e bondade para os que já tem e para os que precisam, isso é o que eu desejo do fundo do meu coração para o mundo inteiro, mas especialmente para os que estão marcados aqui! Um beijão e um abraço bem apertado e carinhoso! Feliz Natal!
NÃO ABANDONAMOS O QUARTO NO DOMINGO
Acordamos e não nos levantamos.
Desde que nos apaixonamos, a cama é o nosso acampamento.
Despertamos cedo e ficamos conversando, recapitulando a rotina, rindo à toa.
É um domingo inteiro assim, entre travesseiros, almofadas e edredom.
O quarto permanece trancado, as cortinas fechadas, o jornal empilhado na porta.
De vez em quando, um dos dois é sorteado como emissário da geladeira, para buscar frutas ou água. É uma visita rápida pelos demais aposentos, na ponta dos pés para não assustar as pálpebras.
Não é aconselhável demorar pela sala, para a claridade não quebrar o encanto e nos obrigar a sair à rua.
Somos sonâmbulos um do outro. Viciados um no outro. Intoxicados um do outro.
Passamos os dias no colchão travando histórias e revelando segredos.
A cama é o nosso hotel, nossa casa na serra, nossa residência de praia, nosso bunker, nosso pub, nossa água-furtada.
A cama é o que precisamos do mundo, o resto pode levar.
Reduzimos o universo àquele estrado de madeira, e nos divertimos com os problemas antigos, com as dores antigas, com aquilo que nos antecedeu e ainda não era a gente.
Na verdade, sinto que estudo para o vestibular de sua memória. Olho o teto coberto de fórmulas, fotos, cenas, equações e cálculos de sua vida.
Decoro suas sobrancelhas, seus suspiros, sou um mímico atento de seu rosto.
Faço perguntas despropositadas - nunca prevejo o que vai cair na prova do amor.
Interesso-me por qual lugar que sentava no colégio Champagnat. Me diz que era no fundo, com as costas coladas na janela.
E você me interroga a cor da minha térmica no jardim de infância do Santa Inês. Falo rápido que era azul.
Quem teria coragem de fazer essas questões senão quem ama? Mais: quem responderia com naturalidade essas questões senão quem ama?
Não nos assustamos com nenhuma gratuidade. Não estranhamos a curiosidade ou nos envergonhamos da loucura.
Intimidade é não temer o que será feito com nossas palavras.
Deitamos de lado, atravessados, você em meu peito, eu encaixado na moldura de seu pescoço. Giramos para esquerda, tonteamos para direita, argumentamos, confortamos, descrevemos nossos amigos, confessamos nossos pecados, sussurramos bobagens.
Os ouvidos se tornam rápidos como a boca. Falo e ouço na mesma hora.
Nossas mãos se beijam, nossos pés se beijam.
Tudo é intenso entre nós a ponto da lembrança criar a experiência. É como se nossos olhos fossem aquela máquina polaroid cuspindo fotos.Os vizinhos devem suspeitar que já morremos, mas nunca estivemos tão vivos.
(Fabricio Carpinejar)
Desde que nos apaixonamos, a cama é o nosso acampamento.
Despertamos cedo e ficamos conversando, recapitulando a rotina, rindo à toa.
É um domingo inteiro assim, entre travesseiros, almofadas e edredom.
O quarto permanece trancado, as cortinas fechadas, o jornal empilhado na porta.
De vez em quando, um dos dois é sorteado como emissário da geladeira, para buscar frutas ou água. É uma visita rápida pelos demais aposentos, na ponta dos pés para não assustar as pálpebras.
Não é aconselhável demorar pela sala, para a claridade não quebrar o encanto e nos obrigar a sair à rua.
Somos sonâmbulos um do outro. Viciados um no outro. Intoxicados um do outro.
Passamos os dias no colchão travando histórias e revelando segredos.
A cama é o nosso hotel, nossa casa na serra, nossa residência de praia, nosso bunker, nosso pub, nossa água-furtada.
A cama é o que precisamos do mundo, o resto pode levar.
Reduzimos o universo àquele estrado de madeira, e nos divertimos com os problemas antigos, com as dores antigas, com aquilo que nos antecedeu e ainda não era a gente.
Na verdade, sinto que estudo para o vestibular de sua memória. Olho o teto coberto de fórmulas, fotos, cenas, equações e cálculos de sua vida.
Decoro suas sobrancelhas, seus suspiros, sou um mímico atento de seu rosto.
Faço perguntas despropositadas - nunca prevejo o que vai cair na prova do amor.
Interesso-me por qual lugar que sentava no colégio Champagnat. Me diz que era no fundo, com as costas coladas na janela.
E você me interroga a cor da minha térmica no jardim de infância do Santa Inês. Falo rápido que era azul.
Quem teria coragem de fazer essas questões senão quem ama? Mais: quem responderia com naturalidade essas questões senão quem ama?
Não nos assustamos com nenhuma gratuidade. Não estranhamos a curiosidade ou nos envergonhamos da loucura.
Intimidade é não temer o que será feito com nossas palavras.
Deitamos de lado, atravessados, você em meu peito, eu encaixado na moldura de seu pescoço. Giramos para esquerda, tonteamos para direita, argumentamos, confortamos, descrevemos nossos amigos, confessamos nossos pecados, sussurramos bobagens.
Os ouvidos se tornam rápidos como a boca. Falo e ouço na mesma hora.
Nossas mãos se beijam, nossos pés se beijam.
Tudo é intenso entre nós a ponto da lembrança criar a experiência. É como se nossos olhos fossem aquela máquina polaroid cuspindo fotos.Os vizinhos devem suspeitar que já morremos, mas nunca estivemos tão vivos.
(Fabricio Carpinejar)
Com o tempo...
Com o tempo você aprende que tem o direito de se entregar pra tristeza, pra lamentação, pras lágrimas, por no máximo três dias. Porque você também tem o direito de se reerguer. Você tem o direito de sentir que depois de o sol nascer, tudo vai melhorar e você também tem o direito de brincar e fazer piada, rir da sua própria tristeza, arrancar em meio às lágrimas, boas risadas, curando-se, fazendo sorrir e melhorando um pouquinho mais o dia de quem talvez nem esteja tão triste quanto você. Esse é o direito seu, meu, nosso. É uma espécie de autocura, que quando você se ama, tenta buscar, praticar, alcançar e ter sucesso. É direito seu ter um calo, uma cicatriz, que alguns chamam de vazio. Vai te fazer mais forte, mais humano, mais conseqüente, mas só porque é seu dever também lembrar o famoso ditado que diz: O que não te mata te fortalece. Porque o tempo também vai te mostrar que não há tristeza que faça o mundo parar e não há vida pra substituir o que vivemos hoje, com dor, sem dor, é preciso fazer valer à pena. Estamos aqui pra isso e é isso que vamos fazer!
( Segunda, 29 de agosto de 2011)
( Segunda, 29 de agosto de 2011)
alegria, decência e amor
Existe algo que não muda, sua condição de existência é permanente e vitalícia. Se adapta e exporadicamente vem a tona pra lembrar que sempre esteve ali. Nos faz lembrar a que viemos, abstratamente nos faz levantar a cabeça sempre que a abaixamos por desânimo. É a sua fraqueza que lhe faz mais forte, porque constantemente também lhe faz sempre melhor. É um segredo permanente, dito no ouvido a anos, que nunca deixou de ser verdade e que foi edificado pelo tempo... O mesmo tempo que aproximou, afastou e que vira e meche também machuca, saudavelmente com lembranças e suspiros. Nos faz parar no meio do loucura do mundo, onde por várias vezes nos vemos a beira de esquecer quem somos e suspirar. Suspirar por tudo, até pela ausência, porque se hoje é ausente, significa que em alguma época foi presença no meio de tantas possibilidades e mesmo assim aconteceu. E ainda acontece, ainda se escreve, ainda se reza, ainda se torce e observa de longe, com um sorriso de satisfação em cada vitória. Que me falte mas lhe sobre, sempre. Que o tempo leve ou traga, conforme a vontade Daquele que manda, sob a única condição que nesse caminho não o falte alegria, decência e amor.
(11/03/2011)
(11/03/2011)
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Eu ainda não consegui entender de onde e como vem, só sei que quando chega vem me arrebentando o coração... Então eu começo uma briga desleal com o meu coração, que arrasta teu sorriso, teu cheiro, teu abraço e o tato da tua mão na minha, pra me lembrar que essa saudade está o tempo todo aqui, ora controlada, ora aparente, latente e cansada de ficar escondida resolve se mostrar. É quando meu coração não aguenta e transborda todo em lágrimas inúteis, sofridas e como dói...
Como dói não poder gritar e dizer que essa dor ta aqui. Passar dias e dias nessa indiferença escondida, com teu nome contido e ao mesmo tempo, gritando dentro de mim.
Meu amor, o que te faltou? Onde foi que acabou? Pra onde você foi? Onde você deixou a gente?
Eu consegui, segui, a vida tem andado, as coisas tem acontecido, tenho andado um pouco cansada e ocupada demais até pra sofrer. Mas quando me deito, ainda sinto no peito, aquela pergunta latejar. O não dito que ecoa dentro da minha saudade e dentro desse mundo de ausências que eu até hoje não consegui entender como foi que se construiu.
Eu ando esperando a notícia de que você encontrou outra pessoa, ando me preparando pra suportar. E ando me perguntando também, se você não quer voltar... Despretensiosamente, vai que cola e acaba todo esse sofrimento? A gente ja foi longe demais pra isso né?
Eu ando por ai me arriscando, tomando alguma decisões tropeçadas numa tentativa desesperada de te esquecer.
Eu te admirei tanto, desejei tanto você, e amei tanto... E tu foi sempre tanto, que hoje mesmo quando falta, sobra. Sobra vazio, sobra amor, sobra ausência.
Fico vendo por ai pessoas se encontrando e se reencontrando. E quando eu olho pra mim, tudo que eu vejo, é alguém machucada demais pra celebrar o amor. É uma ferida que poderia ter o teu nome cravado, que nunca cicatriza, nunca para de doer e nunca sai de mim e dia sim dia não, se alastra, me arrasa e me mostra que nunca saíste daqui...
Eu escrevo o que eu gostaria de poder te dizer.
Eu ainda amo muito você.
Como dói não poder gritar e dizer que essa dor ta aqui. Passar dias e dias nessa indiferença escondida, com teu nome contido e ao mesmo tempo, gritando dentro de mim.
Meu amor, o que te faltou? Onde foi que acabou? Pra onde você foi? Onde você deixou a gente?
Eu consegui, segui, a vida tem andado, as coisas tem acontecido, tenho andado um pouco cansada e ocupada demais até pra sofrer. Mas quando me deito, ainda sinto no peito, aquela pergunta latejar. O não dito que ecoa dentro da minha saudade e dentro desse mundo de ausências que eu até hoje não consegui entender como foi que se construiu.
Eu ando esperando a notícia de que você encontrou outra pessoa, ando me preparando pra suportar. E ando me perguntando também, se você não quer voltar... Despretensiosamente, vai que cola e acaba todo esse sofrimento? A gente ja foi longe demais pra isso né?
Eu ando por ai me arriscando, tomando alguma decisões tropeçadas numa tentativa desesperada de te esquecer.
Eu te admirei tanto, desejei tanto você, e amei tanto... E tu foi sempre tanto, que hoje mesmo quando falta, sobra. Sobra vazio, sobra amor, sobra ausência.
Fico vendo por ai pessoas se encontrando e se reencontrando. E quando eu olho pra mim, tudo que eu vejo, é alguém machucada demais pra celebrar o amor. É uma ferida que poderia ter o teu nome cravado, que nunca cicatriza, nunca para de doer e nunca sai de mim e dia sim dia não, se alastra, me arrasa e me mostra que nunca saíste daqui...
Eu escrevo o que eu gostaria de poder te dizer.
Eu ainda amo muito você.
terça-feira, 26 de março de 2013
foi o último dia
foi a última lágrima
foi o ultima lealdade
foi a última noite
foi o último suspiro de cansaço
foi o último pensamento
foi a última despedida
foi a última fuga
foi a última mentira
foi a última verdade
é o último expurgo
foi o último rancor
é a força da felicidade
que está querendo chegar
é a força de vontade
de não ser o último amor
de ser a último dor
é a desconstrução que acaba de começar
tijolo por tijolo, serão todos demolidos
e será tudo reconstruido
sem você por perto, em nenhuma parte
Adeus você que hoje é o último dia,
da minha última parte que ficou inteira
eu vou reluzir e você não estará mais lá
pra ver brilhar
Eu to partindo do mundo sozinho que fiquei
E tudo ficará vazio, até expirar
E será como se nenhum de nós tivéssmos existido.
Seja Feliz
Serei feliz, como sempre fui, antes de você chegar
Antes de você partir
É o último Adeus
E foram as últimas palavras.
domingo, 24 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Então você entra na fase de querer arrumar toda a bagunça. Começa a se dar conta de quantos pedaços existem de você espalhados por aí e não sabe nem por onde começar, mas quer, já é um começo.
É como quando uma guerra chega ao fim, você contabiliza as baixas, as batalhas vencidas, os erros e os acertos. O que julgo ser a maior verdade por aqui hoje, é que como no final de toda guerra, muito de tudo ficou arrasado. Cicatrizes estão por todo lugar. Você vem de uma estrada longa, por onde passou e levou muito de outros e deixou muito de você. E cada parada nessa estrada de vida, em todas suas peculiaridades existe a transformação. Não é mais possível ser mais a mesma... não mais.
Andei passando por ai, conhecendo de tudo um pouco. Mantive-me de pé, me vesti da ideia que sou uma rocha, que não arreda, não arrega e não desiste. E consegui.
Mas foi a última vez. Cada porrada intocada que peguei, mesmo junto, feriram demais, latejaram e me impregnaram demais, me inundaram com tudo que pedi pra não sentir mais. Uma puxada de tapete decepcionada, como se abrisse as portas da minha casa para um ladrão que viesse me roubar. Me roubar esperança, me roubar alegria, me roubar fé no ser humano, me roubar de mim. Quando me vi por várias vezes esquecendo de pensamentos que defendo, para colocar a cabeça no travesseiro e chorar aquela ausência sofrida, cheia de perguntas sem respostas, cheia de mágoa e cheia de alguém que eu se quer reconheço.
A gente vive esses dias achando que ja viu de tudo. Mas o sentimento de decepção, não vem no rótulo, na verdade nada vem.
Eu cansei de conhecer pessoas no início e não saber quem são na verdade no final. Eu cansei de conhecer e cansei de finais. Cansei de casais, cansei do amor, cansei de paixão, cansei de frios na barriga, cansei de carinho, cansei de fazer amor, cansei de filmes embaixo do edredom, cansei de compartilhar, cansei de dedicação, cansei de dizer eu te amo... Eu to realmente muito cansada de tudo isso que é um relacionamento. E não, essa não sou eu. Essa é a pessoa que me transformei, essa é a pessoa que ele transformou. Essa é a pessoa que o mundo lapidou, que não deu trégua, que condenou. Eu tentei, juro como tentei, não me deixar transformar dessa maneira e me manter forte naquilo que eu acreditava, mas o cansaço não me permitiu e eu desisti. Prefiro assim, quero paz, preciso dela, tê-la seja talvez a única coisa que eu não tenha me cansado de buscar.
Eu andei por aí um dia desses, vigiando tuas ruas, frequentando teus centros e invadindo teus becos. Não quis bater na tua porta, muito menos te incomodar. Já pensaste minha voz alta e meu riso desbocado invadindo os corredores da tua vida? Não, não! Evitei passar perto. Cara amarrada, calçadas opostas e vidas distantes sempre combinaram mais com a gente.
Mas fiz dos teus vilarejos, os meus. Sem te avisar, aproveitei que tu não estavas e passeei por ti, caminhei por nós e fiz questão de te ver nos sotaques e paisagens que me fizeram tão bem. Pelas manhãs, visitei tuas igrejas e emprestei tuas orações. E numa dessas tardes, pisei no chão que te projeta e nele o reflexo era eu. Fui por dias tuas raízes, tuas estradas e tuas histórias. Eu entrei em ti! E tu do lado de fora ficaste! Ué, estranhei por quê? Novidade alguma.
Só que minha volta tinha data marcada e sem meios, nossos inícios anteciparam o fim. Sairia caro ficar, então preferi voltar. Até porque, eu também pude constatar, cedendo minha vaga pra outros estrangeiros e me despatriando de ti, tenho sido bem mais feliz. Pego o trem das três, abandono tua cidade e desembarco na última estação. Talvez eu te mande notícias, mas não perde teu tempo fingindo esperar.
Agora varre teus aposentos que tem gente nova chegando por aí. E tu deves fazer bonito pra impressionar! Põe tua melhor roupa e ensaia tuas mais fofas mentiras. Não me decepciona, hein?! Os que virão também precisam te ouvir e em cada jura tua, acreditar. Eu sei que tu consegues, é contigo! Até nunca mais.
(Próxima Estação, por Petterson Farias)
Talvez um dia eu te perdoe pelos dias de desordem e caos. Pelo tempo fechado que o teu temperamento provocou e pelas janelas que tu deixaste abertas de propósito, só pra eu me molhar. Até porque, mais que eu, tu conheces cada canto dessa casa que deixaste desarrumada, assombrada pelas tuas falhas e corroída pelas tuas inseguranças. Preciso falar do trabalho que deu pra reorganizar?
Não agora, porque me falta pressa, mas até mesmo pela tormenta que foi gostar de alguém que nunca se importou e conseguiu ser alheio ao próprio mundo, talvez eu te perdoe. Se sobrar tempo, ainda me coloco no teu lugar e compreendo melhor teus vinte e dois anos numa mesmice de quase 70 só pra eu te malquerer bem menos, tá? E não se engane, é possível, sim, que eu não mais lembre das tuas frases pela metade, te esqueça por completo e dos teus sorrisos dissimulados eu resgate minhas expectativas, minha alma e meu futuro feliz.
Quem sabe, daqui uns anos, a gente não se encontra por aí, alheios ao passado, distantes de tudo que juntos tentamos ser?! Prevejo, inclusive, maturidade de ambos os lados e bem mais responsabilidade com as palavras, o tato e as reticências. Confesso, me faz até bem imaginar a franqueza ocupando o lugar que outrora fora das nossas tentativas atrapalhadas e de um sentimento egoísta e mesquinho apelidado de amor.
Mas mesmo assim, há o risco de eu nunca te perdoar pelo estrago que fizeste nos meus textos e de ainda te culpar pelo abismo imenso que ficou entre eles e alguma coisa boa que os fizesse sorrir. Porque de todas as camadas e instâncias que tinhas permissão pra bagunçar, esse era o espaço que eu havia reservado só pra mim, era o meu melhor jeito de estar só. Quarto trancado, não permitido pra ninguém vagar. Mas até nele, tu te intrometeste.
E por culpa tua, eles carregaram tuas digitais, codificaram teus traumas, ironizaram teus segredos e se arrastaram atrás de ti por longos e penosos dias. E pra isso não há perdão! Só por isso, juro que eu seria capaz de te condenar por toda vida. Pois ainda que se arrume a casa, se clareie o tempo e se construa um novo futuro, me sobram os cômodos vazios, as fragilidades admitidas e os amores controversos sobrepondo, substituindo e sufocando as felicidades que meus textos nunca mais vão conseguir descrever.
(São só hipóteses, por Petterson Farias)
quarta-feira, 6 de março de 2013
Eu tenho andando muito confusa. Surtando da minha cabeça, surtando mesmo. Eu estive passando por altos e baixos durante a última semana. Uma mistura maluca de decepção, com saudade e de não saber o que pensar. Eu tenho perdido muito tempo tentando imaginar o que se passa na cabeça dele e a única conclusão que eu consigo chegar é desamor, descaso. Tento me convencer de que posso deixá-lo pra trás de que e melhor assim, mas não consigo. Sinto amor demais dentro de mim e isso ta me corroendo. Passo dia após dias tentando viver como se ele nunca tivesse passado na minha vida e me surpreendo chorando uma falta que aperta meu coração e me pedi pra não fazer isso.
É uma vontade absurda de ouvir a voz, de saber como ele está, como está a vida, do dia dele, de dividir minhas angústias e meus medos que são tantos.... principalmente de perdê-lo pra sempre. Mas eu não posso mais... tem uma distância se instalando entre a gente que me faz não reconhecer ele, um espaço vazio que tem se preenchido com tanta mágoa, saudade e decepção. Uma sensação que de repente virei uma boneca descartável, que de repente não servia mais pra nada então fui deixada de lado. Deixada de lado por alguém que conquistou todos os dias, que cativou com tanto esforço, carinho e aparente amor, um coração que estava relutante em se entregar, relutante demais. Mas foi amor demais e eu de repente me vi envolvida por todos os lados e desisti de fugir. Eu amei demais esse cara e hoje eu não consigo mais nem reconhecer ele. Eu quero me desprender, eu quero seguir em frente e parar me remoer em porques e em saudade, porque sentir a falta dele tem matado muita coisa boa dentro de mim.
Nesse caminho tortuoso que venho caminhando, tenho visto ficar pra trás minha fé, minha disposição, motivação... É como se eu definhasse no desgosto de me ver morrendo cada dia um pouco, como se um pedaço tivesse sido arrancado de mim.
E me questionam constantemente como pode em tão pouco tempo... E eu respondo dentro de mim que tantas vezes, muito mais tempo do que esse pouco, nunca fizeram eu me sentir dessa forma.
É uma vontade absurda de ouvir a voz, de saber como ele está, como está a vida, do dia dele, de dividir minhas angústias e meus medos que são tantos.... principalmente de perdê-lo pra sempre. Mas eu não posso mais... tem uma distância se instalando entre a gente que me faz não reconhecer ele, um espaço vazio que tem se preenchido com tanta mágoa, saudade e decepção. Uma sensação que de repente virei uma boneca descartável, que de repente não servia mais pra nada então fui deixada de lado. Deixada de lado por alguém que conquistou todos os dias, que cativou com tanto esforço, carinho e aparente amor, um coração que estava relutante em se entregar, relutante demais. Mas foi amor demais e eu de repente me vi envolvida por todos os lados e desisti de fugir. Eu amei demais esse cara e hoje eu não consigo mais nem reconhecer ele. Eu quero me desprender, eu quero seguir em frente e parar me remoer em porques e em saudade, porque sentir a falta dele tem matado muita coisa boa dentro de mim.
Nesse caminho tortuoso que venho caminhando, tenho visto ficar pra trás minha fé, minha disposição, motivação... É como se eu definhasse no desgosto de me ver morrendo cada dia um pouco, como se um pedaço tivesse sido arrancado de mim.
E me questionam constantemente como pode em tão pouco tempo... E eu respondo dentro de mim que tantas vezes, muito mais tempo do que esse pouco, nunca fizeram eu me sentir dessa forma.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Não sei mais como agir. Não me parece certo deixar pra trás alguém por ter problemas sem ao menos tentar ajudar. Resisti e insisti mas não sei se estou agindo certo comigo mesmo. Ou se estou apenas tentando me preparar melhor para desistir.
Me parece muito correto pegar na mão de quem quer se ajudado. Mas insistir em estar de mãos dadas com alguém que me questiona se eu ainda quero o fazer mesmo se garantia nenhuma de amor correspondido me soa como falta de amor próprio.
Hoje precisei reler, pra me lembrar das coisas que não posso cultivar na minha vida. E tudo me indica que eu devo deixá-lo ir.
Ando me perguntando se não é falta de coragem dele dizer não, assumir que não quer. Nesse cruzamento de medo da vida com a falta de amor, ainda não consegui enxergar direito o que realmente é. As vezes acho que o que falta é coragem nele de dizer não, de abandonar o barco e carregar a culpa de ter abandonado alguém que o amava e o queria bem.
Me preparei pra viver um amor tranquilo, desapegado e em paz e descobri que pra viver dessa maneira, não depende somente de mim, vai muito além.
Eu não sei como sair disso, não sei se vale a pena ficar, não sei das consequências de ir embora, só sei que meu coração dói ao pensar.
Queria que a vida fosse um pouco menos complicada. Queria que a pressão do mundo fosse menos forte em nós, queria poder crescer junto dele, com ele, queria viver em paz, resgatar onde ficou perdido o que motivou que ficássemos juntos, a superar tudo de difícil que apareceu no início, achar o amor que não abalou nesses problemas, o amor que se fortalecia com eles.
Eu queria muita coisa, ao mesmo tempo não querendo nada, somente um nós, depois de tanto tempo, sem botar fé, sem querer de verdade eu quis, eu quero e nunca quis tanto e nunca também amei com tanto amor.
Pobre dele... plantado, regado, crescido e tão cedo podado, sem ter sua chance de exibir suas flores e alimentar com seus doces frutos a vida dos que o regaram, esses agora são os mesmo que o cortam, em mim ainda insiste como uma árvore no inverno... mas ele pode ser frio demais.
Mas possuo um jardim inteiro pra cuidar e eu preciso de sol.
Me parece muito correto pegar na mão de quem quer se ajudado. Mas insistir em estar de mãos dadas com alguém que me questiona se eu ainda quero o fazer mesmo se garantia nenhuma de amor correspondido me soa como falta de amor próprio.
Hoje precisei reler, pra me lembrar das coisas que não posso cultivar na minha vida. E tudo me indica que eu devo deixá-lo ir.
Ando me perguntando se não é falta de coragem dele dizer não, assumir que não quer. Nesse cruzamento de medo da vida com a falta de amor, ainda não consegui enxergar direito o que realmente é. As vezes acho que o que falta é coragem nele de dizer não, de abandonar o barco e carregar a culpa de ter abandonado alguém que o amava e o queria bem.
Me preparei pra viver um amor tranquilo, desapegado e em paz e descobri que pra viver dessa maneira, não depende somente de mim, vai muito além.
Eu não sei como sair disso, não sei se vale a pena ficar, não sei das consequências de ir embora, só sei que meu coração dói ao pensar.
Queria que a vida fosse um pouco menos complicada. Queria que a pressão do mundo fosse menos forte em nós, queria poder crescer junto dele, com ele, queria viver em paz, resgatar onde ficou perdido o que motivou que ficássemos juntos, a superar tudo de difícil que apareceu no início, achar o amor que não abalou nesses problemas, o amor que se fortalecia com eles.
Eu queria muita coisa, ao mesmo tempo não querendo nada, somente um nós, depois de tanto tempo, sem botar fé, sem querer de verdade eu quis, eu quero e nunca quis tanto e nunca também amei com tanto amor.
Pobre dele... plantado, regado, crescido e tão cedo podado, sem ter sua chance de exibir suas flores e alimentar com seus doces frutos a vida dos que o regaram, esses agora são os mesmo que o cortam, em mim ainda insiste como uma árvore no inverno... mas ele pode ser frio demais.
Mas possuo um jardim inteiro pra cuidar e eu preciso de sol.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
"Paixão pode nascer e nunca se tornar amor. Amor pode nascer sem ter tido tempo de experimentar a paixão. Mas o que importa mesmo é ter coragem de apostar, recomeçar, arriscar, persistir e, a despeito de todas as provações, resistir e manter-se dedicando. Amor de verdade, com o vai-e-vem da paixão, é refazer as escolhas e relembrar-se do que é bom. É olhar nos olhos do outro e ainda se encontrar aqui e aí"
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Isso tudo talvez possa acabar.. talvez não dure para sempre. Mas descobri novamente nele, que posso aprender, a aprender de novo com pessoas. Aprender o que vale a pena, por pessoas que valem a pena. Sempre foi um processo de evolução, onde cada perspectiva tomou um foco diferente, uma forma nova de ver a mesma coisa, achando uma forma diferente de lidar com ela e perceber a percepção como processo de evolução, onde tudo que você é, é o que você aprendeu a ser com experiências vividas e com as pessoas que passaram pelo seu caminho. Particularmente, esta é uma época especial. É uma pessoa especial que tenho o prazer de desvendar e isso constantemente me proporciona auto-descobrimento também. Ando me descobrindo, o percebendo. Me resolvo e me reencontro no mesmo lugar onde me perdi, mas dessa vez tenho a sensação que esse reencontro comigo mesma, veio em um tempo sincronizado pro meu próprio retorno. Quando descobri que pra ter prazer na companhia dele, preciso primeiro ter prazer em minha própria companhia. Que para gostar dele, preciso gostar de mim e preciso ser diferente, pra haver encaixe, seja nele, ou em outro qualquer.Tenho aprendido, ainda que na teoria ja fosse tudo muito claro, a prática de que sentimentos e experiências são vividos na contemplação de dentro para fora. E que nem sempre precisa estar fora, para ser maravilhoso. As melhores coisas da vida são pessoais demais para serem divididas com sucesso com mais de dois, no máximo dois e quando isso. Desvendar alguém tão complicado quanto você, lhe tira um pouco do sentimento de solidão incompreendida e é possível perceber que todos padecem de fraquezas e tentam esconder. Fraqueza não deixam de ser fraquezas quando expostas, passam a ser fragilidades com poder altamente auto vulnerante e não permito mais dar minha cara a tapa, pra tapas e julgos. Não, eu não perdi a minha espontaneidade, eu apenas a aprimorei com um pouco de cuidado, para a integridade do meu juízo.
Nem sempre é possível separar tudo em seu lugar, as vezes as coisas se misturam e o sofrimento vem. Rompimento, saudade são coisas que nos tiram dos eixos, tiram o sentido pra depois recuperamos. Há mais sentido do que isso?
De fato eu recuperei minha inspiração e não foi do lado de fora. Sigo com a minha desconfiança muito forte, que todo aprendizado realizador e bem fundamentado há de trazer um sofrimento por trás, uma inquietude, algumas boas noites mal dormidas e é sempre tudo muito recompensador. É tudo muito bom, gratificante. Sentir mais uma descoberta, um ponto de vista diferente, de uma situação extremamente igual. Seria muito interessante poder dividir e usufruir do lado bom da descoberta com ele. Sinto minhas mãos entrelaçadas, olhando a diante e em paz.
Mas descobri que continuará sendo tudo muito interessante também com as mãos solitárias. E pela primeira vez na vida, experimento a forma mais linda de sentir o amor, o maior que ja vi, sem estar acorrentada, somente amando...
É muito bom estar em paz.
Faz todo sentido.
Nem sempre é possível separar tudo em seu lugar, as vezes as coisas se misturam e o sofrimento vem. Rompimento, saudade são coisas que nos tiram dos eixos, tiram o sentido pra depois recuperamos. Há mais sentido do que isso?
De fato eu recuperei minha inspiração e não foi do lado de fora. Sigo com a minha desconfiança muito forte, que todo aprendizado realizador e bem fundamentado há de trazer um sofrimento por trás, uma inquietude, algumas boas noites mal dormidas e é sempre tudo muito recompensador. É tudo muito bom, gratificante. Sentir mais uma descoberta, um ponto de vista diferente, de uma situação extremamente igual. Seria muito interessante poder dividir e usufruir do lado bom da descoberta com ele. Sinto minhas mãos entrelaçadas, olhando a diante e em paz.
Mas descobri que continuará sendo tudo muito interessante também com as mãos solitárias. E pela primeira vez na vida, experimento a forma mais linda de sentir o amor, o maior que ja vi, sem estar acorrentada, somente amando...
É muito bom estar em paz.
Faz todo sentido.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Eu tive um insight de madrugada.
Eu abri os olhos. Você não estava lá. É normal, ficou normal. Era pra ter sido
assim desde o princípio, não me importaria, não me acostumaria de outra forma.
E pensei, refleti, o problema que
vem me assolando, que sinto sem conseguir dizer. Eu não me enxergo mais em
você. Eu não me enxergo no seu sorriso, não me enxergo nas suas postagens, não
nos sinto mais nesses beijos mornos. Eu sinto um amor ameno, acostumado,
tentando procurar o seu lugar, desencaixado. Incertezas que ainda não sei ao
certo se puxam pro bom ou pro ruim. É... acho que penso demais em nós, sofro
demais por nós. Eu ainda não desisti de encontrar o antigo homem, mas já mudei,
dentro do meu coração, o rumo dessa história numa rotatória que ficou logo
atrás, eu voltei o caminho, essa estrada tinha pedra demais.
Não posso suportar reconhecer os
motivos que estão nos permitindo ainda juntos. Acho que merecíamos muito mais. Não
consigo ver onde começa o meu erro ou onde começa o seu. E a muito pouco tempo
atrás em algum lugar da estrada eu deixei a vontade de nos concertar num meio
fio, junto com a sua indiferença e falta de interesse, seu silencio.
Eu não sei qual dos dois vai
dizer primeiro, mas dessa vez passei a me incluir na possibilidade.... Isso vai
ser dolorido demais.
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