Como dói não poder gritar e dizer que essa dor ta aqui. Passar dias e dias nessa indiferença escondida, com teu nome contido e ao mesmo tempo, gritando dentro de mim.
Meu amor, o que te faltou? Onde foi que acabou? Pra onde você foi? Onde você deixou a gente?
Eu consegui, segui, a vida tem andado, as coisas tem acontecido, tenho andado um pouco cansada e ocupada demais até pra sofrer. Mas quando me deito, ainda sinto no peito, aquela pergunta latejar. O não dito que ecoa dentro da minha saudade e dentro desse mundo de ausências que eu até hoje não consegui entender como foi que se construiu.
Eu ando esperando a notícia de que você encontrou outra pessoa, ando me preparando pra suportar. E ando me perguntando também, se você não quer voltar... Despretensiosamente, vai que cola e acaba todo esse sofrimento? A gente ja foi longe demais pra isso né?
Eu ando por ai me arriscando, tomando alguma decisões tropeçadas numa tentativa desesperada de te esquecer.
Eu te admirei tanto, desejei tanto você, e amei tanto... E tu foi sempre tanto, que hoje mesmo quando falta, sobra. Sobra vazio, sobra amor, sobra ausência.
Fico vendo por ai pessoas se encontrando e se reencontrando. E quando eu olho pra mim, tudo que eu vejo, é alguém machucada demais pra celebrar o amor. É uma ferida que poderia ter o teu nome cravado, que nunca cicatriza, nunca para de doer e nunca sai de mim e dia sim dia não, se alastra, me arrasa e me mostra que nunca saíste daqui...
Eu escrevo o que eu gostaria de poder te dizer.
Eu ainda amo muito você.
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